23.6.12

TRABALHO DURO E ESTRESSANTE !!!


Para você que passa o dia sentado no escritório em uma sala confortável, com ar condicionado, cafezinho e água gelada! Para você que o maior esforço físico que faz é teclar no computador, que reclama que é o único da empresa que trabalha, que teu chefe é um filho da puta, que está cansado e a qualquer momento vai mandar todos e tudo a merda!! 
Saiba que existem atividades que realmente são fodas e poucos se propõem a executa-las. O trabalho que verá a seguir está entre os mais duros e estressantes do mundo, porém alguém tem que faze-lo !!!


17.6.12

GABRIELA, CRAVO E CANELA

Gabriela, Cravo e Canela obra de Jorge Amado publicada em 1958, apresentou aquela que é considerada por muitos, a personagem feminina mais sedutora já escrita por ele: Gabriela - A mulata, que vivia um romance com Nacib, encantava inúmeros homens de Ilhéus, colocando em xeque a férrea lei local que exigia que a desonra do adultério feminino fosse lavada com sangue.
Em 1960, a história foi transformada em telenovela pela TV Tupi. Realizada por Antônio Bulhões de Carvalho, com direção de Maurício Sherman, trazia no papel principal a atriz do teatro rebolado, Janete Vollu de Carvalho, na interpretação de Nacib, Renato Consorte e Tonico Bastos por Paulo Autran.

Mas foi em 1975, na Rede Globo, que Gabriela ganhou destaque no cenário nacional. A obra é um retorno ao chamado ciclo do cacau. Ao citar o universo de coronéis, jagunços, prostitutas e trambiqueiros de calibre variado, que desenham o horizonte da sociedade cacaueira. Na década de 20, na então rica e pacata Ilhéus, ansiando progressos, com intensa vida noturna litorânea, entre bares e bordéis, desenrola-se o drama, que acaba por tornar-se uma explosão de folia e luz, cor, som, sexo e riso.
A seleção para escolher quem viveria na tela a mulata sensual, que saía do sertão baiano para agitar a aparentemente pacata cidade de Ilhéus foi disputada por Ana Maria Magalhães, Marlene França, Vera Manhães e até a cantora Eliana Pitman, mas o diretor Walter Avancini já tinha feito a sua escolha: Sônia Braga, com quem acabara de trabalhar na novela Fogo Sobre Terra e explodia nas telas do cinema em outra criação de Jorge Amado, Dona Flor e Seus Dois Maridos.


Numa das cenas antológicas da TV brasileira, a doce e sapeca Gabriela (Sonia Braga) sobe no telhado de uma casa para pegar uma pipa que caiu por ali.

Em 1983 Gabriela, Cravo e Canela estreia nas telonas. Dirigido por Bruno Barreto, filmando em Parati, sul do estado do Rio de Janeiro, teve Sônia Braga como Gabriela e Marcello Mastroianni como Nacib.


O remake de 2012, que vai ao ar na próxima segunda feira dia 18, terá Juliana Paes como Gabriela. Gravada em Canavieiras no sul da Bahia, a novela retrata, a época áurea do cacau, dominada pelo conservadorismo dos coronéis liderados por Ramiro Bastos, vivido por Antonio Fagundes. Para defender a emblemática personagem, Juliana recebeu até a bênção de Sonia Braga, que se consagrou no papel. “Ela me parabenizou e disse que não poderia ter sido uma escolha melhor. Não gosto de ficar jogando confete em mim mesma, mas ela foi de uma generosidade enorme. Sonia é a grande inspiração para esse trabalho”, acrescentou a jovem estrela.

 
 

De acordo com o diretor-geral Mauro Mendonça Filho, a nova adaptação da obra se impôs por causa dos cem anos do escritor, que se comemoram em agosto. Para o autor Walcyr Carrasco, que sonhava adaptar romance há tempos, o remake leva vantagem sobre a novela original de 1975, feita sob os olhares atentos da ditadura. “Agora tudo, inclusive as passagens sobre a guerra dos coronéis que incomodavam a censura, poderá ser dito de maneira clara”, observou. Quem viu as cenas em que Juliana Paes aparece seminua ficou de queixo caído (não sei se bem isso!).  “A novela das onze é mais safadinha, né?” comentou Juliana após a apresentação!


9.6.12

ZÖE STÄHLI: "A PORNOGRAFIA É MINHA PROFISSÃO"


Zöe Stähli é uma das raras mulheres no comando dos negócios da indústria pornográfica. Filha e herdeira de Edi Stöckli, conhecido como "o rei do pornô" e idealizador da indústria do cinema "X" na Suíça, Zöe administra uma galeria pornográfica localizada no quarteirão da "luz vermelha" de Zurique - MUSEUM OF PORN IN ART. Pelas paredes do Museu misturam-se fotos das empresas fundadas no final dos anos 70 por seu pai - Edi Stöckli (portal na internet, oito salas X um museu de arte erótica) com quadros pornográficos.
Esse império familiar começou em 1996, quando os Stöckli abriram em Lausanne o primeiro museu de arte pornográfica. Zöe Stähli conta que seu Pai tinha uma enorme coleção arte pornô "Mas para este tipo de cultura não havia espaço nas galerias tradicionais. A censura e o tabu eram muito presentes e ainda são em boa parte".  A iniciativa não agradou às autoridades e muito menos à vizinhança. "A polícia nos pedia, com frequência, para esconder os quadros julgados muito explícitos. Era assim mesmo com mostra sendo exposta dentro de um cinema pornô e liberada apenas para maiores de idade." conta Zöe. A empreitada pornô-cultural durou pouco tempo e a galeria fechou as portas.
                 Pai e Filha - Edi Stöckli a direita e  Zöe Stähli a esquerda

Em 2004 Zöe Stähli conseguiu um espaço para retomar seu projeto e voltar a expor arte pornográfica. Montou o MUSEUM OF PORN IN ART , que organiza exposições de arte-erótica-pornô. As mostras acontecem em uma pequena loja de vinhos finos batizada de EDY’s WEINSTUBE, situado no coração de Zurique.
“Olhando as paredes vazias, disse a mim mesma que poderia usá-las para mostras temporárias de arte pornográfica. A ideia deu certo. Em abril de 2012 comemoramos a centésima exposição” diz Zöe.

 

Todos os meses um público formado por moderninhos de "cabeça aberta" frequenta a galeria para consumir vinho vendido a preços módicos, karaokê e apreciar o chamado "pornô-chique contemporâneo", produzido por jovens artistas. Cada vernissage no EDY’s WEINSTUBE é sempre muito badalada. Mas mesmo com o entusiasmo do público, a maior parte dos quadros não é vendida. "Uma coisa é demonstrar curiosidade diante de um quadro erótico ou pornográfico, outra coisa é levar para casa uma imagem explícita e ter que de enfrentar o olhar da sogra ou da mulher" diz sorrindo Zöe Stähli.
Edi's Weinstube é provavelmente a única galeria em toda a Europa que combina vinho e de arte erótica.


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"Filthy Paintings in Zurigo"




3.6.12

O ERÓTICO E O PORNOGRÁFICO



 A pedido das meninas do blog Casa de Anita  fiz um texto sobre o o limite, a fronteira, entre o erótico e o pornográfico.

O erotismo revela corpos e atos com mais sutileza. A pornografia explicita os atos sexuais, mostra a genitália desnuda e escancarada. O erótico desperta a libido e a imaginação.  É a roupa branca, molhada, colada no corpo da mulher, a silueta de uma bunda revelada na contraluz. A pornografia, desperta o tesão, a vontade. É a boca engolindo um pau. Uma língua penetrando uma boceta. Lábios melados de gozo! Em resumo o erótico insinua e a pornografia explicita.

Mas não apenas a mostra da genitália desnuda escancarada define a pornografia. Paus, bocetas, peitos e cus são mostrados em revistas, no cinema e em exposições. Mas isto é arte erótica ou pornografia? Pode ser arte. E se esses órgãos estiverem em funcionamento, no ato sexual? Isso é arte? Também!

O critério da aparência ou não dos órgãos sexuais não me parece bom para distinguir o que é o erótico e o que é o pornográfico. Num texto de Paulo Ghiraldelli Jr, encontrei um pensamento instigante sobre o tema - “O erótico, vindo de Eros, é a atividade daquele deus com sua seta: espeta-nos na hora que não esperamos. Somos surpreendidos pela flechada e ficamos inflamados, doidos para agir. A última coisa que o apaixonado quer fazer é dormir. A não ser que seja para sonhar com sua paixão. O pornográfico é o que não surpreende e, enfim, não nos espeta, mas nos empurra para o gozo rápido e para o sono, para a letargia”.

Alexandrian autor do livro História da Literatura Erótica define “A Pornografia é pura e simplesmente uma descrição dos prazeres carnais; o erotismo é a mesma descrição revalorizada, com base em um ideal de amor ou da vida social. Tudo o que é erótico é também necessariamente pornográfico. É mais importante fazer a distinção entre o erótico e o obsceno. Neste caso, considera-se que o erotismo é algo que torna a carne desejável, a mostra em seu esplendor e florescimento, inspira uma sensação de saúde, beleza e prazer, enquanto que a obscenidade desvaloriza a carne, que é associada com sujeira, imperfeições e palavras sujas”.

Essas definições não são boas? Então que tal essa:

A diferença entre o erótico e o pornográfico está nos olhos e na cabeça do espectador!